Um homem apontado como líder do esquema de estelionato milionário em que uma gaúcha de 70 anos perdeu R$ 37 milhões foi preso nesta sexta-feira (14/8), no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ).
A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, em conjunto com a Polícia Federal. Mais de 140 pessoas pelo Brasil são possíveis vítimas do golpe, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que deu início às investigações.
O preso é dono de uma das instituições financeiras investigadas e teria recebido R$ 77 milhões em uma conta bancária vinculada a seu nome.
A operação “Criptoabate”, contra o esquema criminoso, foi deflagrada nessa quinta-feira (13/8), mirando alvos no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Até o momento, quatro dos dez alvos de mandado de prisão já foram detidos.
O golpe
A investigação teve início após uma mulher aposentada de 70 anos denunciar à polícia que perdeu R$ 37 milhões no golpe, conhecido internacionalmente como “pig butchering” (“golpe do abate de porcos”).
Ela perdeu o montante investindo na falsa plataforma de investimentos TDASX ao longo de meses. Segundo o delegado Eibert Moreira, da PCRS, a vítima foi inserida em um grupo de aplicativo de mensagens com falsos profissionais que conversavam sobre investimento para dar credibilidade ao golpe.
As investigações apontaram que uma única das instituições financeiras movimentou dia R$ 295 milhões em conversão de fiat (moeda corrente) para criptomoeda. Outra empresa, sediada no estado de São Paulo, registrou movimentação atípica de R$ 500 milhões no período investigado.
Foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e nas cidades de São Paulo e Santos, em SP.
Estão entre os alvos de prisão três donos de empresas que trabalham com conversão de moeda em criptoativos, pelas quais o dinheiro teria sido movimentado.
Também foi decretada a prisão de uma gerente de banco, suspeita de facilitar a abertura de contas que eram operadas pelo grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil, 24 das 25 primeiras empresas que receberam dinheiro da mulher que perdeu R$ 37 milhões possuíam contas na mesma instituição financeira.
Fonte: Metrópoles














