Trump diz que pode ‘passar’ em Cuba depois das tensões com Irã

Esse é mais um estopim na tensão entre os dois países que e itensificou em janeiro após os norte-americano capturarem Nicolás Maduro

SAUL LOEB/AFPO presidente dos EUA, Donald Trump, fala aos repórteres no Força Aérea Um antes de decolar da Base Conjunta de Andrews, Maryland, em 19 de fevereiro de 2026. Trump está viajando para Roma, Geórgia, para visitar empresas locais e fazer comentários sobre a economia em uma fábrica de aço. (Foto de SAUL LOEB/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece já ter planos para Cuba. O republicado que faz ameaças constantes à ilha, declarou nesta segunda-feira (13) que os Estados Unidos podem “dar uma passada” em Cuba depois que o foco atual nas tensões com o Irã terminar. Esse é mais um estopim na tensão entre os dois países que e itensificou em janeiro após os norte-americano capturarem Nicolás Maduro.

Na semana passada, em meio à onda de ataque e ameaças dos Estados Unidos, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou categoricamente que não pretende deixar o cargo para atender às pressões da administração de Donald Trump. Em entrevista recente a um noticiário americano, o líder cubano reforçou a retórica de resistência da ilha, declarando que o futuro político do país será decidido exclusivamente pelos cubanos e que nenhum governo estrangeiro possui autoridade para determinar mudanças internas.

No domingo, o presidente cubano descartou a necessidade de quaisquer mudanças no governo de Cuba. “A pessoa que está na liderança em Cuba não é eleita pelo governo dos EUA. Não tem um mandato do governo dos EUA”, disse Canel em entrevista exclusiva à NBC News na quinta-feira, 9, distribuída abertamente neste domingo, 12, no site. E afirmou: “Temos um Estado soberano livre. Temos autodeterminação e independência. Não estamos sujeitos ao desejo dos EUA.”

Após um período em que o foco da política externa de Washington esteve concentrado nas tensões com o Irã, Cuba retornou à pauta prioritária de Trump.  O governo republicano tem buscado retomar a ofensiva diplomática e econômica contra o regime cubano, em um movimento que analistas interpretam como uma tentativa de redirecionar o foco do noticiário e reafirmar autoridade no cenário global.

*Com informações da Reuters 



Fonte: Jovem Pan