quem era entregador morto com um tiro por GCM

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Sonhador, guerreiro e “grande paizão”. É assim que Aline Calixto definiu o sobrinho Douglas Renato Scheeffer Zwarg, entregador morto na sexta-feira (10/4) com um tiro pela GCM, enquanto fazia uma entrega de bicicleta, em Moema, nas imediações do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo.

Douglas deixa uma esposa, com quem era casado há 13 anos, e três filhos: uma jovem de 18 anos, uma menina de 10 e um bebê de quatro meses. Segundo a família, o homem trabalhava na cozinha de um restaurante e fazia bico de entregador, como no momento em que foi abordado pela GCM.

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Vítima deixa esposa e três filhos
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Vítima deixa esposa e três filhos

Reprodução/Instagram

Douglas trabalhava com entregas para complementar renda familiar
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Douglas trabalhava com entregas para complementar renda familiar

Reprodução/Instagram

Entregador foi ferido mortalmente com tiro nas costas
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Entregador foi ferido mortalmente com tiro nas costas

Arquivo pessoal

Douglas caiu após bicicleta colidir contra viatura da guarda
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Douglas caiu após bicicleta colidir contra viatura da guarda

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Douglas Renato Scheeffer Zwarg com a esposa
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Douglas Renato Scheeffer Zwarg com a esposa

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“Sonhador e guerreiro”: quem era entregador morto com um tiro por GCM - imagem 6
6 de 6Material cedido ao Metrópoles

Ao Metrópoles, a tia do entregador afirmou que Douglas era “um rapaz sem vícios, sonhador, guerreiro, trabalhador e de família”. Ele vai ser enterrado na tarde deste domingo (12/4), no Cemitério da Paz, em Poá, região metropolitana de São Paulo.


Morto em abordagem

  • Douglas Zwarg foi baleado durante uma abordagem da Guarda Civil Metropolitana (GCM), na sexta-feira (10/4), nas imediações do Parque Ibirapuera, em Moema, zona sul de São Paulo.
  • O subinspetor da GCM Reginaldo Alves Feitosa afirmou à Polícia Civil que acabou disparando no momento em que descia da viatura.
  • No entanto, segundo registros oficiais, ao pedir apoio, o GCM relatou apenas um “acidente de trânsito”, sem mencionar que havia efetuado um tiro — informação que só veio à tona depois, com a chegada de outras equipes.
  • Os GCMs Moacyr Romano Junior e Matheus Junior Melo Colares relataram que, ao serem acionados, receberam a informação de que o ciclista havia sofrido um mal súbito após um suposto acidente. Só depois, com a retirada das roupas da vítima pela equipe de resgate, foi identificado um ferimento por arma de fogo nas costas.
  • Nesse momento, ainda conforme os depoimentos, Feitosa admitiu ter efetuado o disparo, mas afirmou que não sabia que havia atingido o homem.

A falta de comunicação sobre o tiro e as versões diferentes dos dois agentes envolvidos na abordagem, entre outros pontos, fez com que Reginaldo fosse acusado de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Ele foi preso em flagrante, mas pagou fiança e vai responder ao processo em liberdade. O caso foi registrado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como homicídio culposo.

A Corregedoria da Guarda também foi acionada para acompanhar a investigação, que segue buscando o devido esclarecimento.

Fonte: Metrópoles